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Notícia - Feliz proprietário de um Dogue Brasileiro

Feliz proprietário de um Dogue Brasileiro


Quando resolvi adquirir um cão, pesquisei muito na internet sobre uma raça de cães de guarda que fosse compacta o suficiente para ser criada em apartamento e também dócil, meiga e carinhosa. Tudo isso sem perder a característica de guarda e defesa. Acabei optando pela raça Dogue Brasileiro, mesmo com todas as dificuldades que tive para conseguir adquirir um filhote. Acabei tendo que "importar" uma cadelinha do Canil Yacarepaua no Rio de Janeiro: a MEL (Akira do Yacarepaua). A Mel é extremamente carinhosa e meiga. Sua docilidade e alegria com estranhos vinha me fazendo duvidar um pouco de suas qualidades como cão de guarda, apesar de sua pouca idade - sete meses - eu achava que ela deveria ter uma atitude mais "desconfiada" com estranhos. Não questionava suas qualidades como cão de companhia, porém sua função básica não é essa; afinal de contas trata-se de um cão de guarda. Fico muito satisfeito em afirmar que hoje (domingo 28/08/2005) quaisquer dúvidas que eu tivesse foram completamente dissolvidas e, mais do que nunca fico orgulhoso de possuir um animal que pode ser tanto uma "moleca brincalhona" quanto um "defensor corajoso e feroz". Acho que isso resume a essência de um Dogue Brasileiro. Vamos aos fatos:

Depois de ir à praia e almoçar na casa da minha mãe, eu estava assistindo ao futebol na TV quando minha esposa e minha mãe resolveram levar a MEL para dar uma volta no quarteirão. As três tinham andado pouco mais de uma quadra quando a MEL travou e não queria mais continuar andando na direção em que elas estavam indo. Minha esposa estranhou pois a Mel, apesar de ainda não ser adestrada (ps.o adestramento começa amanhã...), nunca foi de "travar". Dá algum trabalho sim, pois é muito forte e não gosta da guia curta porém nunca "trava". Minha esposa deu o comando "senta" e se abaixou para fazer carinho nela. Em sentido contrário às três vinha caminhando um rapaz de 17/18 anos sem camisa. Ele passou por elas e, nesse instante, a Mel tentou avançar nele. Foi a primeira vez que ela se "stressou" com alguém e aparentemente sem motivo. Bem, o rapaz continuou caminhando por mais uns cinco metros em direção à um homem que utilizava um telefone público. Ele arrancou a carteira do bolso do homem e voltou correndo, passando novamente pelas três. A Mel novamente tentou atacar o marginal e, para sorte dele, não conseguiu pois estava presa em uma guia curta. O marginal continuou correndo e o homem assaltado seguiu atrás dele. As três voltaram para casa apressadas. Minha mãe e minha esposa extremamente nervosas e a Mel, tranqüila, como se nada tivesse acontecido. O fato ocorrido acima serviu para "calar a minha boca" e acabar com qualquer dúvida que eu pudesse ter. Minha mãe e minha esposa juram que a bichinha sentiu a ameaça muito antes do assalto ocorrer e dizem que ela tomou a defesa delas com os próprios dentes...mesmo com sete meses de idade. Isso prova mais do que nunca que a função maior desta bela raça que estamos tentando ajudar a evoluir esta impregnada em seus genes...independente de qualquer adestramento ou condicionamento.

Gostaria ainda de agradecer ao Pedro (Dantas) e ao Canil Yacarepaua (Diogo e Daniel) pela oportunidade de conviver com um animal que a cada dia que passa me surpreende com qualidades inusitadas.



Enviado por Felipe Alessandro Ribeiro em 03/09/2005

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