ASPECTO GERAL: Cão de aspecto sólido maciço e não esgalgado, sem parecer, no entanto, atarracado ou desproporcionalmente pesado. Deve dar impressão de agilidade e força, com músculos muito fortes longos e marcados, dando a impressão de grande potência e impulsão. Ossos fortes. TEMPERAMENTO E COMPORTAMENTO: Cão ativo, atento e observador, de expressão séria para estranhos e meiga para com o dono. Equilibrado, apto à disciplina, porém destemido quando provocado ou sob comando. Não deve dar demonstrações gratuitas de agressividade, principalmente quanto a outros cães. PROPORÇÕES IMPORTANTES: O comprimento do tronco deve ultrapassar à altura na cernelha em aproximadamente sete por cento. A profundidade do peito deve ser aproximadamente 50% da altura na cernelha. O comprimento da cabeça deve ser proporcional ao tamanho do cão. CABEÇA: De comprimento médio. Relativamente profunda na região craniana. Arco zigomático de largo para médio. A largura do arco zigomático deve se sobressair em relação a do focinho, não devendo, no entanto, tal proporção ser exagerada. Linha superior do crânio, vista de frente ou de perfil, ligeiramente convexa. O sulco mediano deve ser visível e a pele da testa ligeiramente franzida, dando ao cão uma expressão séria quando atento. A distância do occipital ao stop em relação a do occipital à ponta do focinho deve ser de 50%. Masséteres relativamente bem pronunciados. REGIÃO CRANIANA: Crânio: crânio relativamente largo; Stop: leve, visto de perfil ou de frente; REGIÃO FACIAL: Focinho: de comprimento médio, reto, mandíbulas bem definidas e muito fortes, com poderosa potência de mordida; Trufa: preta,. Bem desenvolvida, com narinas abertas; Dentes: fortes, bem alinhados, com fechamento frontal em tesoura ou torquês; Lábios: ajustados e curtos, com comissura labial relativamente ampla; Olhos: amendoados, do mel ao castanho escuro. Separados. Moderadamente pequenos. Pálpebras ajustadas não devendo mostrar a conjuntiva; Orelhas: de inserção ligeiramente acima da linha dos olhos. Operadadas, opcionalmente, semi-curtas, em triângulos isóceles. Caso íntegras, deverão ser semi-caídas com caimento fronto-lateral. PESCOÇO: De comprimento médio. Forte, ligeiramente arqueado, engrossando do crânio aos ombros. Levantado, de porte relativamente alto. Desprovido de barbelas. TRONCO: Linha Superior: alta na cernelha e descendente para a garupa; Cernelha: Alta. Região da cernelha: muito musculosa; Tórax: alto e forte; Dorso: relativamente curto; Peito: profundo, mas não em excesso (aproximadamente 50% da altura na cernelha); Costelas: profundas e razoalvelmente bem arqueadas; Antepeito: largo, visto de frente, sem dar a impressão, no entanto, de atarracamento; Lombo: levemente arqueado; Ventre: linha inferior levemente esgalgada; Garupa: levemente arredondada. CAUDA: grossa. De inserção média, devendo ser portada acima da linha do dorso, quando o cão se movimenta, com postura muito levemente côncava, nesta mesma condição, se vista de frente. Opcionalmente operada, superando em comprimento, neste caso, em aproximadamente vinte por cento o da cabeça do cão. Se íntegra, vinte por cento mais longa que a operada. MEMBROS ANTERIORES: Retos, com ossos retos e arredondados. Ombros: fortes e musculosos; Braços: fortes e musculosos; Carpos: fortes com dedos fortes e arqueados. MEMBROS POSTERIORES: muito musculosos, fortes, com boa angulação. Coxas: muito musculosas; Jarretes: curtos e corretamente direcionados para frente. PÉS: de gato. MOVIMENTAÇÃO: deve ser fluente, com força e agilidade. As patas devem se mover paralelamente com boa flexão nas patas e joelhos. PELE: grossa, relativamente solta, mas sem qualquer resquício de barbelas. PELAGEM: curta, densa, luzidia e áspera. COR: Qualquer cor, variação ou combinação de cores são aceitas sem qualquer restrição. Altura: machos, de 54 a 59 cm (preferencialmente, 57 cm); fêmeas: de 50 a 57 cm(preferencialmente, 55 cm). PESO: machos, de 29 a 42 kg (preferencialmente, 38 kg); fêmeas: de 23 a 37 kg(preferencialmente, 31 kg). OBS: as alturas e peso devem ser respectivamente proporcionais. FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade, dentro dos critérios gerais dos cães de guarda de efetiva proteção. DESQUALIFICAÇÕES: As gerais. NOTA 1: Os machos devem apresentar testículos de aparência
normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal. TÍTULO DE CAMPEÃO: Somente poderá obter o título de campeão os machos e fêmeas aprovados na apreciação do caráter, em anexo, onde deverão obrigatoriamente demonstrar coragem e, principalmente, controle. Os cães considerados atípicos, por falta de iniciativa ou considerados perigosos não poderão obter tal distinção. APRECIAÇÃO DE CARÁTER PARA OS CÃES DOGUES BRASILEIROS (Para tornar apto o cão ao título de campeão)
1º - Possuir o animal condições temperamentais de caráter para que possa ser conduzido normalmente em qualquer meio, alheio a seu território, sem jamais, na ausência de ameaça, representar qualquer perigo a pessoas, não revelando desequilíbrio que demonstre agressividade gratuita;
O cão se tornará apto psicologicamente, ou não, independentemente de sua classificação relativa aos demais. Somente obterá o título de Campeão o cão aprovado na prova acima e nas demais competições de estrutura comuns a todas as raças. Será considerado apto o cão que for aprovado por dois árbitros diferentes em duas ocasiões diferentes, distando uma da outra, no mínimo 30 dias. Dada as características da apreciação de caráter do Dogue Brasileiro, onde o cão preferencialmente não investirá contra a manga, e, dada a impossibilidade de que se permita seu avanço contínuo, não haverá a obrigatoriedade do uso do enforcador de elos, podendo ser este substituído por uma coleira de couro, ou náilon. São proibidos, no entanto, os enforcadores de grampos. Isto vale tanto para apreciação de aptidão para Campeão, como para de Grande Campeão. APRECIAÇÃO DE CARÁTER PARA APTIDÃO AO TÍTULO DE GRANDE CAMPEÃO NA RAÇA DOGUE BRASILEIRO
2 º - O condutor, ato contínuo, caminhará com mais velocidade, obrigando que o animal trote, e mudará várias vezes de trajeto, por mais quarenta segundos; 3 º - O condutor, verbalmente ou por mímica, comandará para que o cão permaneça imóvel, sentado e/ou deitado, e se afastará até, no mínimo, 10 metros, mantendo-se nesta posição por um minuto sem que o animal se desloque. Durante esse tempo, pessoas estranhas deverão, à distância chamar o cão que deverá manter a posição. Após decorrido o tempo de um minuto, sob autorização, o condutor chamará o cão que deverá vir a seu encontro; 4 º - Um figurante dará tiros de festim e o cão deverá tomar iniciativa de defesa, ou simplesmente ficará indiferente, sem demonstrar medo; 5 º - Um figurante escondido deverá atacar o cão de surpresa e este deverá, de imediato reagir, sem recuar mais de um metro. O cão poderá agir de três modos: não morder a manga, tentando atingir com decisão o figurante, ou morder a manga e mantê-la presa por, no mínimo, 10 segundos, soltando-a, sob comando do condutor. Se o cão soltar a manga antes de decorrido 10 segundos, mas demonstrar nítida intenção de atacar o figurante, será satisfatório. Sob comando do condutor o cão deverá suspender, no máximo em dez segundos, o ataque. O condutor só deverá comandar a suspensão do ataque com a paralisação das hostilidades por parte do figurante; 6 º - O condutor deverá caminhar com o cão de seu lado com uma guia de seis metros solta, sem que o cão dele se afaste. Em seguida, deverá ordenar que o cão permaneça no local determinado e dele se afastar no limite da guia. Após 5 segundos o figurante entrará sem esboçar qualquer provocação e o cão deverá observa-lo com atenção sem se deslocar. O figurante se aproximará do cão até o limite de segurança da guia, ficando imóvel, de frente para o cão. Passados 20 segundos, com o animal sem se deslocar, o condutor deverá ordenar que o cão o defenda, sem que o figurante se mova, e o cão deverá obedecer. O restante da avaliação deste item seguirá os tempos e condutas do item anterior; 7 º - Decorridos um minuto, o árbitro deverá se aproximar do cão de maneira amistosa e este não deverá demonstrar nenhuma agressividade, demonstrando seu total equilíbrio e auto-confiança;
Os animais aprovados neste teste terão muito melhor chance de gerarem descendentes de bom caráter e com muito menor probabilidade de se envolverem em acidentes lamentáveis, e que mantenham a coragem e docilidade da raça. O cão se tornará apto, ou não, independentemente de sua classificação relativa aos demais. Somente obterá o Título de Grande Campeão o cão aprovado na prova acima e nas demais competições de estrutura comuns a todas as raças. Só será considerado apto o canino que for aprovado por dois árbitros diferentes em momentos diferentes, distando um do outro no mínimo sessenta dias. |